28.12.08

Hoje é domingo... E eu sinto tanto a urgência que por interregnos invade a minha vida!...

Às vezes sinto vontade de desaparecer, de tão contrariada que sou.

A minha família a dar a entender que não arranjo emprego, a dar a entender que me escolhe os amigos. As prendinhas que trouxe, que bem poderia levar de volta. Já não fazem falta... Juro que se não arranjo emprego, dou de frosques. Nem preciso ir estudar espanhol, aprendo lá... Ou então  passo horrores em mais um ano de vida. Vê lá o que não será passar 15 anos neste inferno.

A minha vida é um saco de batatas sem fundo: são sustento mas não se lhe põe a vista em cima.

Mas não vale a pena estrebuchar, gesticular. Porque andam todos atrás uns dos outro. O que não seria uns contra os outros.

A minha família seria a mais satisfeita: tudo o que seja para me deitar abaixo, imobilizar-me e humilhar-me é bem vindo.

Tenho eu falta de dinheiro, senão já me tinha ido embora.

Mas eu tenho fé que ainda me hei-de ir embora. Assumir a minha vida que o filho da puta da Dinamarca me arranjou, é obra!... Pensa que isto é tudo igual, que é tudo da mesma laía...

Faço apelo à paciência. Agora, que já me libertei do sector educação, respiro fundo e acho que já sou capaz de aguentar 15 anos. Sou eu a empatar por um lado e o sistema para outro. O melhor é distrair-me... Agora também existem vocês e dá para aguentar...

Beijinhos e até já

link do postPor memorexquer, às 16:11  ver comentários (1) comentar

Hoje a abelhinha maia é que é. Coitadinho, ainda me lembro dele e, ali no Paris. Parecia deficiente motor... Com um casaquinho novo, nem já me lembrava de que ele era a «abelhinha maia» ou pura e simplesmente com o seu próprio pêlo, e a perna a dar a dar.

Por fases destas não passou a Maria. Que bom, ela já vai dando conta de mim!... foi gratificante... Ela pedir e receber da minha mão uma comida e, de caminho, uma festa...

Porque eu acho que sinto, que ela já recebe um afago, uma palavra, uma passagem na coleira... Será receber muito? O que é que ela faz ao Spirit? Ainda não dei conta se ela lhe ladra... Hoje andei ao colo com o Spirit. Os gatos não gostam muito de colo. Mas gostei que tu o tivesses deixado consolar no quarto. Se tu o pudesses e quisesses era capá-lo...

Que glória a tua, tristeza a minha...

Depois disto, acredita, só o Tallon. Não acredites não, mas tenho que estabelecer novo horário de sopa, entreter-me uma tarde ao computador, e não é recomeçar, mas continuar a minha vida... A vida que me foi possível viver.

Porque eu faço 50 anos hoje, e nos próximos anos. Até posso mostrar o meu BI.

E prezo a minha independência, os meus hábitos, os meus livros, e até, o meu já controverso desalinhamento lógico-linguístico.

Faz-me sofrer, sou tratada neurológicamente, e abusivamente maltratada pelos Homens.

Mas também sou malcriada e agressiva (às vezes não dou por isso) é quanto basta.

O sistema está em cima. E os sonhos, até p'ra eles, já não são o que eram...

Tenho 17 anos p'ra ganhar algumas «coroas», e pôr-me ao fresco.

E com os animais esqueci-me de que isto é um blog e não um e-mail.

Não faz mal, com o cérebro expôsto, tá lá tudo aos olhos de tudo. É só tomar atenção! Olha se tu não tivesses sentido e presenciado o «não te sintas picada pelo touro» tal não seria a angústia em que nós nos veriamos...

Sinto agressividade em mim, que não é diferida, porque sei perfeitamente que também não me quero libertar dela. Por isso contento-me em fazer uma festa no spirit, na maria e na abelhinha maia. Cuidado e carinho por eles, e por aqueles que me são próximos...

 

 

 

 

 

 

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